terça-feira, 8 de outubro de 2013

Dar Bola ou Não, Eis a Questão



Durante 9 anos eu terceirizei o departamento de marketing de um grupo de empresas  e entre várias atividades, uma delas, a que eu mais gostava era dar suporte ao departamento de vendas, com estratégias de prospecção, recuperação de clientes inativos e pesquisas de satisfação e mercado.

artigo sobre o mau hábito de dar e receber "bola" no mundo corporativo.
Era política aceitar os pedidos de “bola” de compradores de grandes empresas e tínhamos pelo menos três clientes Vip com esse tipo de negociação. Em um deles, que representava 60% do faturamento da empresa, através desse acordo foi instalada uma filial em Manaus apenas para atendê-los. 



E não era porque o produto era ruim ou os vendedores prestavam um mau atendimento! Ao contrário, o produto fabricado era inovador e de excelente qualidade, mas era fato que o diretor da empresa se rendia a esses apelos porque estava disposto a fazer qualquer coisa para se estabelecer no mercado. Ele não queria perder e o dar “bola” era a garantia de fechar aquele negócio.

Infelizmente vivemos em um país da corrupção onde algumas pessoas acham sempre um “jeitinho” para burlar a lei e é com essa visão que alguns empresários negociam, compram e vendem.
Dar bola ou não? Claro que a resposta é não! Necessitamos com urgência de um país com mais ética em todos os setores, com pessoas melhores e, consequentemente, que votem em políticos melhores pois os iguais se atraem.

Não dar bola também porque lá na frente você vai quebrar sua cara, vai ficar sem o cliente porque compradores se aposentam, são demitidos ou conseguem novo emprego... e quando isso acontecer, as chances de você continuar vendendo são remotas, bem remotas. Não dar bola porque tudo o que se planta se colhe no futuro e assim como esse comprador aceitou seu suborno, pode aceitar de outro, de outro e mais outro.

A Empresa que trabalhei passou por essa situação, compradores sem ética foram demitidos e imagine a situação de uma empresa que perde repentinamente 60% do seu faturamento! Imaginou?

Dar bola, subornar um comprador no primeiro momento pode parecer o caminho mais curto e tentador, mas devemos lembrar que muitas vezes esse caminho mais curto pode acabar em um precipício e a volta é sempre mais extenuante.


Fica a dica e sucesso!


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