quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Vamos falar Novamente? O QUE SE ESPERA AOS 50/60 ANOS?

Recentemente meu irmão que tem 55 anos foi contratado como gerente Operacional do SENAC em Brasília. Ele não parou de estudar, fez duas faculdades, a última finalizou em 2011, está fazendo Pós e tem 30 anos de experiência em Hotelaria.
No LinkedIn,  li vários debates sobre as dificuldades dos profissionais de 50/60 no mercado de trabalho, sobre o preconceito que existe com quem já passou dos 40, relatos de profissionais totalmente desmotivados, sentindo-se descartados por causa da idade. Resolvi também dar opinião, afinal eu sou uma mulher de 50 anos!

Para essa discussão, reuni a opinião de alguns especialistas, de uma matéria da Revista Exame,  para conhecermos outras maneiras de enxergar o problema.

Bernardo Entschev presidente da De Bernt Entschev
“Não é que a carreira acaba, mas há condições que induzem esta situação”.
Ele diz que, se as empresas ainda têm dificuldade em reconhecer a importância de manter executivos veteranos em seus quadros de funcionários, mercados de consultoria e o empreendedorismo se mostram mais abertos.

Com a consciência desse cenário, a chave para não enfrentar problemas aos 60 anos é a preparação. “A grande maioria não se prepara, mas deve pensar lá frente em ter uma segunda carreira, em posição de consultor, ou de gestão estratégica ou de gestão interina”, recomenda.

Carlos Felicíssimo Ferreira, diretor-executivo da 4hunter
“Existe espaço para todos”, diz Carlos Felicíssimo Ferreira. “Há uma parcela do mercado que diz não aos profissionais mais velhos. Mas quando questionados a respeito da razão, não sabem responder”, diz o diretor da 4hunter. Ele lembra que deixar de contratar um profissional mais velho, perpetuando esta prática é arriscado. “Ao não contratar os mais velhos, essas pessoas estão matando a empregabilidade delas lá na frente também”.
Do lado dos profissionais, ele explica que a dificuldade em encontrar emprego a partir de certa idade se dá, em maior escala, para aqueles que construíram a carreira baseados numa lógica antiga. “As pessoas entravam em uma empresa pensando em se aposentar lá, não faziam rede de contatos”, diz.

 Jeffrey Abrahams, presidente da Abrahams Executive Search
“A carreira tradicional, em geral, acaba. Quando a gente vai apresentar um candidato de certa idade, as empresas fecham as portas”, diz. 

Mas ele ressalta que isso não significa que não haja lugar para quem tem mais de 60 anos no mercado de trabalho. “Acaba para aquele executivo que quer contrato CLT. Mas há espaço para prestação de serviços, para trabalhar em projetos pontuais”, diz.

Executivos que se mantem atualizados, conectados ao mundo digital, que continuam estudando têm mais chances de entrar para o grupo das raras exceções que se mantém no mundo corporativo tradicional. “Tem executivos com mais de 60 anos que continuam a carreira, tudo tem a ver com a capacidade da pessoa de se manter atualizada e de agregar valor”, diz

 Carlos Guilherme Nosé, presidente da Asap

“Acaba para quem não se atualiza, para quem não entende o novo mindset de mercado ou de gestão interna nas empresas”, diz o presidente da consultoria Asap, Carlos Guilherme Nosé.

Ele cita o momento da economia, que, apresar de altos e baixos tem crescido  uma média de 2% ao ano, e a falta de profissionais no mercado. “Por isso temos visto uma aceitação maior para este tipo de profissional, coisa que não existia há 8 ou 10 anos”, explica.
Ele usa a palavra “aceitação”, porque há sim ressalvas no mercado para quem tem mais idade. “Ainda existem empresas que colocam a regra de aposentadoria obrigatória aos 60 anos. Para estas empresas não apresentamos candidatos perto desta faixa etária”, conta o presidente te da Asap, que considera que trabalhar com consultoria é um dos caminhos possíveis.
No entanto, o cenário continua preocupante para os profissionais que ficaram ‘parados no tempo’. “O esforço maior do executivo tem que ser de atualização comportamental”, diz.
Concluindo..
Bem, o que os relatos acima têm em comum e que podemos extrair, são os seguintes pontos:
1.      Estar conectados ao mundo digital
2.      Continuar estudando e se aperfeiçoando para agregar valor
3.      Atualização comportamental e de gestão
4.      Buscar posição de consultor, gestão estratégica, entre outros
5.      Há espaço para prestação de serviços
6.      As empresas realmente fecham as portas se quer um trabalho CLT
7.      Esses profissionais esperavam se aposentar na empresa, um erro pois deveriam ter um plano B.

Segundo pesquisa do  Sebrae, virar Empreendedor Individual (EI) se tornou uma opção
para os profissionais com mais de 50 anos interessados em permanecer no mercado de
trabalho. Desde que entrou em vigor, há dois anos, o EI já legalizou mais de 160 mil
pessoas com mais de 50 anos. Elas representam 14,6% da categoria.


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